Selo Aeroporto Amigo do Pet: comissão da Câmara aprova

16 e 23 de julho de 2026: duas datas circulam para o mesmo avanço. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara aprovou um substitutivo ao PL 1496/23 que cria o selo Aeroporto Amigo do Pet para reconhecer aeroportos com espaços destinados a cães e gatos. A proposta ainda está em tramitação.

O ponto-chave surpreende: sai a ideia de banheiros obrigatórios e entra a adesão voluntária, premiada com selo. O relator, deputado Cezinha de Madureira, defende incentivar boas práticas sem impor custos que possam bater nas tarifas. O que isso muda para quem viaja com seu cão ou sua gata?

Resposta rápida: Em julho de 2026, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara aprovou um substitutivo ao PL 1496/23 que cria o selo Aeroporto Amigo do Pet para aeroportos com espaços a cães e gatos. A Câmara registrou a aprovação em 23/07/2026; outros veículos noticiaram em 16/07/2026. Não é lei ainda: o texto segue tramitando.

O que exatamente foi aprovado e por que isso importa para tutores

A Comissão de Viação e Transportes aprovou um substitutivo ao PL 1496/23 que institui o selo Aeroporto Amigo do Pet. O selo será concedido a terminais que implantarem espaços dedicados a cães e gatos, funcionando como incentivo e reconhecimento público. A proposta não cria obrigação imediata aos aeroportos.

O relator, deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), argumentou que a via do selo valoriza o bem-estar sem impor custos automáticos às concessionárias, o que poderia refletir nas tarifas pagas pelos passageiros. Em outras palavras: estimula-se quem fizer, sem punir quem ainda não tem estrutura.

Segundo a Câmara dos Deputados, o projeto ainda segue para análise interna. Outros veículos, como o Política no Ponto Certo, também noticiaram a aprovação.

💡 Na prática: a aprovação em comissão é um passo relevante, mas o selo só “vira realidade” quando o projeto terminar a tramitação e houver regras publicadas.

Quando foi a aprovação e por que há duas datas em jogo

Há divergência de data nas publicações: a Câmara registrou a aprovação em 23/07/2026, enquanto veículos como o Política no Ponto Certo e o Jornal Pet Mania publicaram a notícia em 16/07/2026. Para o tutor, o que importa é: foi aprovado na CVT e o texto segue na Câmara.

Em processos legislativos, é comum haver diferença entre a data da deliberação, a publicação oficial e a repercussão na imprensa. O passo seguinte costuma ser a análise por outras instâncias da Casa ou a deliberação final, o que pode levar semanas ou meses, conforme a pauta.

Se você voa em setembro ou outubro, por exemplo, não conte com o selo ainda. A recomendação é verificar, perto da data do voo, se o seu aeroporto já oferece áreas pet — independentemente do selo — e se há sinalização visível no saguão.

Prazo que importa: até que a tramitação termine e as regras sejam publicadas, nada muda de forma obrigatória para os aeroportos.

Quem é afetado pelo selo Aeroporto Amigo do Pet

O selo mira dois públicos: aeroportos (e suas concessionárias) e passageiros que viajam com cães e gatos. Para os terminais, vira um diferencial de serviço; para tutores, um indicador prático de onde há estrutura adequada para uma pausa higiênica e de conforto antes do embarque.

Imagine um voo noturno com conexão: uma área pet sinalizada, com piso adequado e lixeira tampada, reduz a chance de imprevistos a poucos minutos do embarque. Para gatos, que são mais sensíveis a cheiros e barulho, um espaço tranquilo e separado de grande fluxo pode fazer diferença perceptível no estresse.

Esse movimento conversa com a expansão do mercado e da cultura pet-friendly no país. Se você acompanha a evolução do setor, nosso panorama em Mercado pet 2026: R$ 81,24 bi e impacto no tutor ajuda a entender por que serviços em terminais de transporte tendem a crescer.

O que muda na prática para quem usa aeroportos com o selo

Como o selo reconhece aeroportos que implantarem espaços para cães e gatos, a mudança prática será a visibilidade: você saberá, de antemão, que aquele terminal tem uma área pensada para necessidades básicas dos animais. Isso facilita o planejamento de paradas antes do raio-x ou do embarque.

Embora o texto aprovado não detalhe o “checklist” do espaço, em terminais que já investem em áreas pet mundo afora, são comuns itens como sinalização e limpeza frequente. Para o tutor, a vantagem é reduzir voltas pelo saguão e o risco de usar locais inadequados.

  • Sinalização clara: placas indicando a área em até alguns metros da entrada do check-in.
  • Piso apropriado: superfície fácil de higienizar, evitando odores persistentes.
  • Itens de apoio: lixeira com tampa e dispensador de sacos para fezes de cães.
  • Espaço separado: área levemente isolada do fluxo para conforto, especialmente para gatos.

🐾 Pouca gente sabe: áreas pet aliviam a ansiedade pré-embarque e diminuem “acidentes” nos portões, melhorando a experiência de todos no terminal.

Do “banheiro obrigatório” ao selo voluntário: o que mudou no texto

O projeto original previa a inclusão, em novos editais de concessão, de cláusulas para criar banheiros para cães e gatos. O substitutivo aprovado trocou a obrigatoriedade por um selo de adesão voluntária, reconhecendo e divulgando boas práticas onde elas forem implantadas.

Segundo o relator Cezinha de Madureira, a mudança evita impor novos encargos que poderiam encarecer contratos e, em última instância, tarifas. A leitura é: incentivar pelo exemplo e pela visibilidade pública, não por multa.

  • Antes: proposta de cláusulas obrigatórias para banheiros pet em novos contratos.
  • Agora: selo Aeroporto Amigo do Pet para quem criar espaços dedicados a cães e gatos.
  • Motivo declarado: evitar custos compulsórios e estimular boas práticas por reconhecimento.
  • Comunicação: possibilidade de divulgação pelas administradoras do terminal com o selo.

A Câmara e veículos como o Informe Aberto registram essa virada do texto, destacando a natureza voluntária do selo e seu foco em incentivo.

Vai viajar com cão ou gata nos próximos meses? Veja como se preparar

Até que o selo esteja em vigor, o caminho é checar a estrutura existente no seu aeroporto de origem e conexão. Faça isso 48 a 72 horas antes do voo, pelo site do terminal ou canais de atendimento, e valide no dia da viagem se há área pet sinalizada próxima ao check-in.

Para cães, planeje uma última saída para necessidades antes de entrar na fila do raio-x. Para gatos, mantenha a caixa de transporte confortável e segura; muitos tutores levam um tapete absorvente extra para eventuais emergências na base da caixa, sem oferecer alimentos diferentes da rotina.

  1. Confirme com antecedência se há área pet no(s) aeroporto(s) do seu trajeto.
  2. Leve saquinhos, lenços e um bebedouro portátil para seu cão; para gatos, foque na caixa e no conforto.
  3. Evite mudanças de rotina no dia do voo; animais sensíveis podem reagir a cheiros e barulhos.
  4. Chegue 30 a 60 minutos antes do habitual para uma parada calma na área pet, se houver.

Erro comum: contar que haverá “banheiro pet” obrigatório. O projeto aprovado fala em selo voluntário, não em imposição de banheiros.

Acompanhar a tramitação sem se perder (e sem esquecer prazos)

Guarde o número: PL 1496/23. Com ele, você acompanha no site da Câmara dos Deputados as próximas etapas, como pareceres e eventuais votações. Recomendação prática: verifique semanalmente até que surja o texto final ou regulamento específico.

Leis e regras para tutores mudam com frequência. Para entender o contexto de proteção e responsabilidade, vale a leitura do nosso resumo em Estatuto dos Cães e Gatos amplia pena por maus-tratos. E, pensando em viagens, manter seu cão ou sua gata identificados ajuda em imprevistos — veja o RG Animal Digital SinPatinhas e por que um cadastro confiável faz diferença.

  • Anote o número do projeto (PL 1496/23) e consulte periodicamente a página da Câmara.
  • Confira a pauta da Comissão de Viação e Transportes e do Plenário quando o tema avançar.
  • Releia notícias de veículos que cobriram o assunto para captar atualizações e divergências.

É justamente aqui que muitos tutores se perdem: a data “fica na cabeça” e o link da tramitação some. Registrar os marcos em um histórico digital, como no Meu Pet em Dia, resolve esse ponto prático sem depender da memória.

O que ainda não está definido no PL 1496/23

As publicações consultadas não detalham quem certificará o selo, quais critérios técnicos exatos definirão um “espaço destinado a cães e gatos” nem prazos de implementação após a eventual aprovação final. Também não há informação sobre padrão de sinalização nacional.

Há menção, em veículos como o Política no Ponto Certo, de possível inclusão do tema em novos editais e contratos de concessão — algo a ser confirmado na continuidade da tramitação. Até lá, vale acompanhar as atualizações oficiais.

De olho na sua viagem: use o Meu Pet em Dia para se organizar

Enquanto o selo Aeroporto Amigo do Pet não vira realidade operacional, organização é tudo: confirmar rotas, checar áreas pet e anotar contatos do aeroporto poupa tempo no dia do embarque. O Meu Pet em Dia ajuda a transformar isso em rotina sem estresse.

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Perguntas frequentes

O selo Aeroporto Amigo do Pet já está valendo como lei?

R: Não. O que houve foi a aprovação de um substitutivo na Comissão de Viação e Transportes em julho de 2026. O projeto ainda tramita na Câmara. Até a aprovação final e a publicação das regras, não há obrigação nova para aeroportos.

Todos os aeroportos vão ganhar o selo automaticamente?

R: Não. O selo é de adesão voluntária e reconhece quem implantar espaços destinados a cães e gatos. Cada terminal decide investir e buscar o reconhecimento quando a regra existir formalmente. Não há lista oficial de aeroportos com selo neste momento.

Quando começo a ver o selo nos saguões?

R: Ainda não há data. A Câmara registrou o avanço em 23/07/2026 e outros veículos em 16/07/2026, mas o texto segue em tramitação. Acompanhe o PL 1496/23 no site da Câmara; quando houver regulamento, os aeroportos poderão aderir e divulgar.

Quem viaja com gato vai ter “banheiro para felinos” no aeroporto?

R: O substitutivo não cria obrigação de banheiros; ele prevê um selo para aeroportos que tiverem espaços destinados a cães e gatos. Para gatos, foque em reduzir estímulos e manter a caixa de transporte confortável. Leve itens de higiene próprios e confirme a estrutura do terminal antes do voo.

O selo pode baratear as tarifas aéreas?

R: Não há indicação disso. O relator defendeu o selo como forma de evitar novos custos obrigatórios, mas o efeito em tarifas não foi detalhado nas fontes consultadas. O objetivo declarado é reconhecer boas práticas sem impor encargos automáticos.

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